Com atraso de mais de 3 décadas em relação às primeiras iniciativas na área, está em operação no Brasil, o programa Procel Edifica, que lançou o selo Etiqueta Procel para edificações energeticamente eficientes.

As atuais certificações ambientais de edifícios (LEED, Aqua, BREEAM e outras) são evoluções e adequações destas primeiras regulamentações, mas, ao contrário das regulamentações oficiais, são de adesão voluntária.
O nosso programa de etiquetagem de edificações está naquele estágio inicial de adesão voluntária mas será obrigatório em pouco tempo e mudará de forma drástica a forma como nós arquitetos teremos que desenvolver nosso projetos. Como já é prática em muitos países, nós teremos que quantificar, ainda em projeto, o desempenho energético da edificação quando construída. Este será um dos fatores a serem considerados para a aprovação do projeto pelas prefeituras. Haverá um limite máximo para o consumo de energia dos edifícios, medido, por exemplo, em kWh por m2 de área útil.
Isto significa que teremos que ser muito mais técnicos, precisos e cuidadosos ao fazer simulações, estudos de insolação, especificação de materiais e dimensionamento de aberturas, coberturas e equipamentos.
A era do "gesto arquitetônico", da "expressão do traço" e da "forma precede a função", a meu ver está com os dias contatos. Mas a Arquitetura não será mais feia, ou menos criativa. Já temos muitos exemplos de excelente e bela Arquitetura eficiente, responsável, ponderada, ou, como é chamada hoje, sustentável.
No Brasil, frequentemente subimos escadas dois degraus por vez. Não ficarei surpreso se alcancarmos em 3 anos o mesmo nível em que os europeus estão hoje, mais de 30 anos depois das primeiras regulamentações do desempenho energético dos edifícios. Já estamos, na verdade, vivenciando o início desta nova era.
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